Vou ser direto: se você é diretor, VP, ou C-level e está pensando em se matricular num curso de inglês em grupo — com livro didático, teacher genérico e turma misturada — você vai desperdiçar tempo e dinheiro. De novo. Deixa eu explicar por quê.
O cenário que vejo repetidamente
Um executivo chega no meu escritório no Brooklin e conta a mesma história. Variações do mesmo enredo:
"Fiz curso durante 3 anos. Paguei caro. Até melhorei. Mas na hora de uma reunião com a matriz, travo. Na hora de negociar com um fornecedor americano, não consigo ser assertivo. Meu inglês é bom para pedir comida em viagem — mas não para liderar."
Isso não é fracasso do aluno. É fracasso do formato.
Problema #1: conteúdo genérico
Cursos tradicionais ensinam inglês para todo mundo. O livro fala de "fazer reserva no hotel" e "descrever sua rotina". Você é CFO de uma empresa com operação internacional. Quando foi a última vez que precisou descrever sua rotina em inglês?
O que você precisa é saber explicar uma variação de margem num earnings call. Saber pushback num board meeting sem soar agressivo. Saber conduzir um one-on-one com um direto report em Londres.
Nenhum livro didático cobre isso. Porque não é "inglês geral" — é inglês para o seu trabalho específico.
Problema #2: turma mistura níveis e necessidades
Numa turma de 8 pessoas, você tem um gerente de marketing, um analista financeiro, uma advogada e um engenheiro. Todos "nível intermediário". Mas as necessidades são completamente diferentes.
O tempo que o professor gasta explicando vocabulário de contratos (que a advogada precisa) é tempo desperdiçado para o engenheiro. E vice-versa. Ninguém sai satisfeito — todo mundo sai com 70% do que precisava.
Problema #3: frequência insuficiente
Duas aulas de 1h por semana. Parece razoável? Para um executivo, não.
Se você tem uma reunião internacional toda terça, precisa de prática antes da terça. Se vai apresentar resultados na quinta, precisa ensaiar na quarta. O inglês de executivo funciona sob demanda — e cursos tradicionais funcionam por calendário.
A realidade é que executivos precisam de alta intensidade em janelas curtas, não de gotejamento semanal durante anos.
Problema #4: foco na gramática, não na comunicação
Saber a diferença entre present perfect e past simple não vai te salvar quando um investidor fizer uma pergunta difícil ao vivo. Saber conjugar verbos irregulares não vai te ajudar a conduzir uma negociação salarial em inglês.
Executivos não precisam de gramática perfeita. Precisam de:
- Clareza — ser entendido na primeira vez
- Precisão — usar o termo certo na hora certa
- Confiança — soar como alguém que lidera, não como alguém que pede licença para falar
- Velocidade — processar e responder em tempo real
Gramática é ferramenta, não objetivo. E a maioria dos cursos inverte essa prioridade.
Problema #5: o gap de confiança
Esse é o mais sutil e o mais destrutivo. Muitos executivos têm inglês suficiente — o vocabulário está lá, a gramática é decente. Mas não confiam no próprio inglês.
E confiança não vem de mais gramática. Vem de prática em contexto real. De ter alguém que simula a reunião que você vai ter amanhã. De ensaiar o pitch até soar natural. De receber feedback honesto — não "very good!" genérico.
Cursos em grupo não constroem confiança. Constroem conhecimento passivo. E conhecimento passivo não te salva com 6 pessoas te olhando numa sala esperando sua resposta.
O que funciona no lugar
Não estou dizendo que você precisa de mais horas. Estou dizendo que precisa de horas diferentes.
- Personalização radical: aulas construídas ao redor das suas reuniões reais, seus e-mails reais, suas apresentações reais
- Prática sob pressão: simulação de situações onde você realmente vai usar inglês — não exercícios de fill-in-the-blank
- Feedback direto: alguém que diz "isso soou inseguro, reformula assim" — não "good job!"
- Flexibilidade total: aulas quando você precisa, não quando o calendário da escola permite
O inglês de um executivo não melhora com mais conteúdo. Melhora com prática direcionada no contexto certo.
É exatamente isso que faço. Cada aluno meu tem um programa montado ao redor do seu trabalho real — não de um currículo genérico. Se quiser entender como funciona na prática, veja os programas que ofereço ou me manda uma mensagem.
Se você já decidiu que quer algo personalizado e quer ver o tipo de conteúdo que trabalho, explore o blog — cada artigo reflete exatamente o tipo de situação que pratico com meus alunos.
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